Calculadora de Juros do Cartão de Crédito
Compare o crédito rotativo com o parcelamento da fatura e veja, em reais, quanto os juros compostos custam em cada cenário — antes de decidir o que fazer com a sua fatura em aberto.
💳 Qual é a sua situação?
🔥 Dados do rotativo
A média do mercado costuma ficar entre 12% e 18% ao mês — confira a taxa exata na sua fatura.
📅 Dados do parcelamento
Preencha o valor da fatura e a taxa de juros para calcular.
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Rotativo x parcelamento do cartão: como funcionam os juros
No rotativo, a dívida cresce por juros compostos: valor final = fatura × (1 + taxa)ⁿ. Uma fatura de R$ 1.000 a 15% ao mês por 3 meses vira R$ 1.520,88. Parcelada em 3 vezes a 5% ao mês, a parcela é de R$ 367,21 e o total pago é de R$ 1.101,63.
Quando você não paga a fatura do cartão integralmente, o valor não pago entra no crédito rotativo — a modalidade de crédito mais cara do mercado brasileiro, com taxas que costumam ficar entre 12% e 18% ao mês e podem ultrapassar 400% ao ano quando convertidas em juros compostos anuais. Já o parcelamento da fatura, oferecido pelo próprio banco ou operadora do cartão, costuma ter juros bem menores, geralmente entre 3% e 8% ao mês. Esta calculadora simula os dois cenários com juros compostos para mostrar, em reais, o quanto o rotativo custa a mais. Depois de preencher os dados, você pode baixar o resultado em PDF.
Como o rotativo faz sua dívida crescer
No rotativo, os juros incidem de forma composta: a cada mês, a taxa é aplicada sobre o saldo já corrigido do mês anterior, não apenas sobre o valor original da fatura.
- Fórmula: valor final = fatura × (1 + taxa mensal) elevado ao número de meses
- Exemplo: fatura de R$ 1.000 a 15% ao mês por 3 meses vira R$ 1.520,88
- Juros pagos: R$ 520,88 — mais da metade do valor original em apenas 3 meses
- Quanto mais tempo no rotativo, pior: os juros compostos aceleram o crescimento da dívida a cada mês
Como funciona o parcelamento da fatura
No parcelamento, o banco calcula uma parcela fixa mensal pela Tabela Price, que também embute juros compostos, mas a uma taxa geralmente bem menor que o rotativo. A fórmula da parcela é:
- Parcela = fatura × [taxa × (1+taxa)ⁿ] ÷ [(1+taxa)ⁿ − 1]
- Exemplo: fatura de R$ 1.000 parcelada em 3 vezes a 5% ao mês gera parcelas de R$ 367,21
- Total pago: R$ 1.101,63 — R$ 101,63 de juros, bem menos que os R$ 520,88 do rotativo no mesmo período
Tabela: uma fatura de R$ 1.000 no rotativo a 15% ao mês
| Tempo no rotativo | Valor final da dívida | Juros pagos | Aumento sobre a fatura |
|---|---|---|---|
| 1 mês | R$ 1.150,00 | R$ 150,00 | +15% |
| 3 meses | R$ 1.520,88 | R$ 520,88 | +52% |
| 6 meses | R$ 2.313,06 | R$ 1.313,06 | +131% |
Em apenas 6 meses, a dívida mais que dobra de valor. Esse é o efeito dos juros compostos numa taxa alta como a do rotativo.
O que fazer para sair do rotativo
Priorize pagar o valor integral da fatura sempre que possível. Se não conseguir, peça o parcelamento diretamente com o banco antes que a dívida feche no rotativo — muitas instituições oferecem essa opção automaticamente ao perceber que o cliente pagou só o mínimo. Em último caso, considere um empréstimo pessoal ou consignado com taxa menor para quitar o rotativo de uma vez.
Perguntas frequentes sobre juros do cartão de crédito
Por que os juros do rotativo do cartão são tão altos? ▼
O rotativo é a modalidade de crédito mais cara do mercado porque não exige garantia, não tem análise de risco individualizada e o banco assume um risco alto de inadimplência. Por isso as taxas costumam ficar entre 12% e 18% ao mês, podendo ultrapassar 400% ao ano quando convertidas para juros compostos anuais.
Rotativo ou parcelamento da fatura: qual é mais barato? ▼
O parcelamento oferecido pelo próprio cartão quase sempre é bem mais barato que ficar no rotativo, já que suas taxas costumam ficar entre 3% e 8% ao mês, contra 12% a 18% ao mês do rotativo. Assim que a fatura fecha sem pagamento integral, vale a pena pedir o parcelamento ao banco em vez de deixar a dívida rolar no rotativo.
O que acontece se eu ficar vários meses no rotativo? ▼
A dívida cresce exponencialmente por juros compostos: os juros de um mês incidem sobre o saldo já acrescido de juros do mês anterior. Com taxas de 15% ao mês, uma dívida pode dobrar de valor em pouco mais de 5 meses, o que torna o rotativo insustentável como solução de médio prazo.
Existe alguma alternativa mais barata que o rotativo do cartão? ▼
Sim. Empréstimo pessoal, crédito consignado (quando disponível) ou negociar diretamente uma renegociação de dívida com o banco costumam sair bem mais baratos que o rotativo do cartão, além do próprio parcelamento da fatura oferecido pela operadora.
Pagar só o mínimo da fatura é uma boa prática? ▼
Não é recomendado como estratégia contínua. Pagar apenas o mínimo joga o restante da fatura para o rotativo, que tem os juros mais altos do mercado. O ideal é sempre pagar o valor integral da fatura e, quando isso não for possível, buscar o parcelamento com o banco em vez de deixar a dívida no rotativo.
Como funciona o cálculo de juros compostos no cartão de crédito? ▼
Tanto no rotativo quanto no parcelamento, os juros incidem de forma composta: a cada mês, a taxa é aplicada sobre o saldo devedor já corrigido do mês anterior. No parcelamento, o valor da parcela fixa é calculado pela Tabela Price, que embute juros compostos dentro de prestações de valor constante.